Evanescence.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Você olha para as suas mãos e vê que nelas há algo que é seu. Algo, alguém que lhe pertence. A pessoa, que se encontra agora bem na sua frente, não sai de perto de você. Você sente a temperatura quente do fogo ao olhar dentro dos olhos dela, sente sua pele queimar ao entrar em contato com a dela. Os locais onde as mãos dela tocam queimam como uma bomba incendiária e, ao mesmo tempo, ardem como gelo. Mas ainda assim, você se sente em paz. Se sente livre, apesar de saber que sempre pertencerá a ela. Que sempre será dela, e ela sempre será sua. Então você começa a seguir em frente sem olhar para ela, mas sentindo o calor de sua presença. Passado algum tempo, você começa a sentir-se frio novamente. "O que está acontecendo?" você pergunta, em voz baixa. "Me ajude!" em um sussurro, você ouve a doce voz dela pela primeira vez. Quando vira para olhá-la, percebe que ela está desaparecendo. Você tenta falar algo, mas sua voz não lhe pertence mais. Você tente abraçá-la, mas seus braços não lhe obedecem. Uma luz forte cega seus olhos, e ela não está mais lá. E você se sente vazio novamente. Vazio, frio; como se sentia antes de encontrá-la. E ela levou sua voz, seus movimentos. E agora? Já não lhe resta mais nada. (Jaqueline Alana)

 

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