Lágrimas de sofrimento.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Chorava cada vez mais e não conseguia parar. Minha cabeça doía, meus olhos inchados. A música que eu estava escutando lembrava exatamente seu rosto e o momento em que você disse "acabou".
Naquela hora eu não sabia o que mais doía: se eram meus olhos, que eu forçava para não chorar, os lábios que eu mordia com força para não falar "por favor, não!" ou o peito, onde o coração batia acelerado.
Não parava de pensar em você. O caminho de volta para casa foi uma verdadeira tristeza, todos riam.
No meu canto, eu escutava aquela música que lembrava nossos momentos juntos.
Cheguei em casa, estava sozinha. Não pude conter as lágrimas, me joguei na cama e chorei. Estava tão magoada, tão abandonada, tão ferida.
Você havia tocado os sentimentos mais profundos. Se para você eu não significava nada, para mim você era muito importante.
O seu abraço era o único que me confortava. E agora, o que faço?
A escola era uma tortura. Por fora sorria e dizia que estava tudo bem, mas lá no fundo gritava pedindo ajuda.
Sofria calada. Tudo tinha seu cheiro, todos tinham seu rosto.
Comecei a crer que o tempo curava tudo. O tempo passou. Nunca mais nos vimos, mas eu ainda lembrava de tudo.
E quando escutava aquela música, chorava novamente. Tentava desabafar nos papéis, mas não adiantava. A dor no peito era muita, a vista embaçada não me permitia escrever. E quando eu ficava em silêncio, parecia escutar algo bem lá no fundo gritando "Eu estou partido em mil pedaços." (Fernanda Laís)

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